NARRAÇÃO

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

49 - A LEBRE E A TARTARUGA

 

A Lebre andava a gabar- se, diante de todos os animais, que ninguém corria mais que ela.

-Nunca perco uma corrida. Desafio qualquer um!

-Aceito o desafio! - Disse um dia a tartaruga, já farta de ouvir.

-Até parece brincadeira! Eu, a correr contigo, até posso descansar um pouco pelo caminho! … Disse a Lebre.

-Guarda a sua vaidade até o fim da corrida- recomendou- lhe a Tartaruga. Então, a Lebre aceitou o desafio.

A um sinal de partida, lá se puseram as duas em movimento: a Lebre aos saltos e a Tartaruga, do seu jeito muito vagaroso de caminhar.

Entretanto, a Lebre ciente de sua vitória, apenas deu uns saltos e pôs- se a dormir para demonstrar o seu desprezo pela companheira. Mas, a Tartaruga continuou a sua marcha lenta, muito preocupada em atingir a meta, assim que for possível.

Quando a Lebre acordou, já a Tartaruga ia perto da meta. Então, fez um grande esforço e chegou primeiro à meta.

A Tartaruga disse então à Lebre, envergonhada, em frente de todos os animais que assistiam à disputa:

-A sua vaidade te fez perder, minha amiga!

-Para outra vez procure ser mais modesta…

 

O conto “A Lebre e a Tartaruga” é uma fábula clássica de Esopo, filósofo e contador de histórias da Grécia Antiga, cuja obra foi transmitida oralmente e posteriormente registrada em diversos países e culturas. Não se atribui a um autor específico além de Esopo, sendo uma narrativa tradicional com forte valor moral. (grifo nosso)

 

 

MORAL DA HISTÓRIA

 A vaidade e a confiança excessiva podem levar à derrota, enquanto a perseverança, a paciência e a humildade garantem o sucesso. A Tartaruga vence não por velocidade, mas por consistência e foco, mostrando que a determinação constante supera a arrogância e a precipitação. (grifo nosso)

 

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