Provérbio: Um homem no solo não mais pode cair.
Na aldeia de Meru, vivia Juma, um jovem agricultor conhecido pela sua arrogância. Tinha terras férteis, colheitas abundantes e sempre se gabava:
— Enquanto outros mendigam, eu como do meu próprio suor! Nunca cairei na pobreza.
Mas a vida é como as chuvas: muda sem aviso. Veio a estiagem, as plantações secaram e as pragas devoraram o pouco que restava. Em poucas luas, Juma perdeu o milho, as cabras e a confiança dos vizinhos, pois nunca ajudara ninguém. Ridicularizado, caiu na miséria.
Um dia, sentado no chão batido da sua cabana vazia, murmurou:
— Estou no fundo. Nada mais tenho a perder.
O velho ancião da aldeia, Mzee Baraka, aproximou-se e disse-lhe:
— Filho, um homem no solo não mais pode cair. É aí que começa a levantar-se. Aprende com o pó onde estás sentado e verás que até a terra seca pode florescer.
Tomando as palavras a sério, Juma pediu perdão aos vizinhos e ofereceu-se para trabalhar nas hortas alheias em troca de sementes. Com humildade, cuidou da terra emprestada, partilhou o pouco que colhia e voltou a ganhar o respeito da comunidade.
Passado algum tempo, a chuva retornou. Juma, mais sábio e menos orgulhoso, reconstruiu sua vida. Não voltou a se gabar, mas sempre dizia às crianças:
— Não temam a queda. Quando se está no chão, só resta aprender e levantar-se.
MORAL DA HISTÓRIA
No contexto africano, a lição é que a resiliência, a humildade e o apoio comunitário permitem transformar a derrota em novo começo.
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