Provérbio: “Aquele que acha tempo para ferir os outros, será por ele ferido amanhã.”
Escutem bem, jovens e velhos, pois esta história veio das colinas de Lushoto, na Tanzânia, onde o vento sussurra segredos antigos e a terra nunca esquece.
Havia um jovem chamado Jabari. Ah, Jabari! Com língua afiada como lâmina, espalhava dor e boatos, sempre pronto a ferir aqueles que tropeçavam em sua vida. Cada deslize de vizinho era motivo de chacota, cada erro, armação para humilhar. Os aldeões murmuravam:
— “Cuidado com Jabari, ele ri enquanto prepara a armadilha.”
Mas Jabari ria também, achando-se mais esperto que todos. Até que chegou o dia da sua maior maldade. Quis pregar uma peça ao ferreiro da aldeia: espalhou óleo no chão da oficina, imaginando o vizinho escorregando e caindo diante de todos.
Ah, filhos, o destino é paciente! Quando Jabari voltou para verificar seu truque, não viu a armadilha pronta, viu seu próprio pé escorregando no óleo que espalhara. O mundo girou, ele caiu, e o estalo da sua perna quebrada ecoou como trovão.
Os aldeões vieram correndo, mas nem uma mão para ajudá-lo se ofereceu. Todos lembravam das suas brincadeiras cruéis. Então, a anciã da aldeia, Onyeka, aproximou-se, seu cajado batendo na terra, voz firme como relâmpago:
— “Jabari, o provérbio nunca falha: aquele que acha tempo para ferir os outros, será por ele ferido amanhã. Olha agora para tua própria dor.”
Jabari ficou meses a recuperar. No silêncio da sua cabana, refletiu sobre cada palavra, cada risada que antes espalhara como faca. Aprendeu a usar a língua para curar, não para ferir; aprendeu a proteger em vez de machucar. Quando finalmente voltou à aldeia, tornou-se aquele que media brigas, cuidava dos feridos e defendia os fracos.
E assim, filhos, a aldeia aprendeu uma lição: o mal semeado retorna, e a bondade também. Nunca subestimem o poder de um coração justo e o eco daquilo que fazemos aos outros.
MORAL E LIÇÕES PRÁTICAS
O provérbio tanzaniano “Aquele que acha tempo para ferir os outros, será por ele ferido amanhã” ensina que a maldade, mesmo que silenciosa ou escondida, retorna como justiça natural. Na prática, devemos investir tempo e energia em ajudar e proteger, não em prejudicar. Cada ação gera consequência: plantar maldade atrai dor, enquanto plantar bondade fortalece a comunidade e protege quem pratica o bem.
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