Provérbio: “Nunca rias de uma serpente só porque ela anda sobre sua barriga.”
Escutem!
Recolham-se junto da fogueira, deixem o vento trazer o eco das montanhas, porque hoje vos conto uma história que nasceu aos pés do gigante Kilimanjaro.
— “Olhem a rainha sem pernas! Um bicho que rasteja pode ser guerreiro?”
E riram alto, bateram com paus no chão, zombaram até que as árvores sentiram vergonha.
— “Nunca rias de uma serpente só porque ela anda sobre a barriga! Quem ri do fraco sem conhecer a sua força já está meio derrotado.”
Só Sipho correu com passos de vento até ao curandeiro, que triturou raízes amargas e salvou o rapaz.
— “Vocês riram da fraqueza que não era fraqueza. Agora sabem que quem rasteja pode derrubar quem caminha ereto. A força não mora nas pernas, mas no veneno que se guarda, no poder que se esconde.”
MORAL DA HISTÓRIA
O provérbio africano “Nunca rias de uma serpente só porque ela anda sobre sua barriga” — lembrado nas tradições da Tanzânia e da África do Sul — ensina que o riso arrogante diante daquilo que parece frágil é caminho rápido para a ruína. O que se subestima hoje pode revelar-se mais poderoso do que imaginamos amanhã. A lição para a vida é clara: não desprezar ninguém pela aparência, condição social ou limitações. Respeitar o outro, mesmo quando parece pequeno ou diferente, é sinal de prudência. A arrogância leva ao erro; a humildade salva.
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