Provérbio: “Os filhos dignificam um lar.”
Na aldeia de Uromi, vivia Obi, um ancião conhecido pela sua sabedoria, mas também pela tristeza que carregava. Durante anos construiu uma casa de barro e palha forte, cultivou inhame e palma, acumulou cabritos e galinhas, mas sempre dizia:
— “Minha casa é só barro e telhado, não é ainda um lar.”
Os vizinhos riam, sem entender. Obi tinha três filhos: Ada, a mais velha, responsável e trabalhadora; Chike, o do meio, valente e dedicado à lavoura; e Nnamdi, o caçula, astuto e estudioso. Desde cedo, o ancião ensinou-os que a verdadeira riqueza não se guardava em celeiros, mas no caráter.
Com o tempo, Ada tornou-se conhecedora da cura pelas plantas , atendendo os pobres sem cobrar nada. Chike multiplicou a produção de inhame, garantindo alimento não só para a família, mas para toda a comunidade em tempos de seca. Nnamdi partiu para a cidade, estudou e voltou professor, ensinando às crianças da aldeia a ler e escrever.
Então, quando viajantes chegavam a Uromi, não perguntavam pelas palmeiras de Obi nem pelos cabritos, mas sim pelos filhos que dignificavam o nome da família. Foi então que os vizinhos compreenderam o que Obi queria dizer. O ancião, já de cabelos brancos, olhava para os filhos e dizia:
— “Agora, sim, a minha casa tornou-se um lar. Os filhos são a coroa que um pai carrega.”
MORAL DA HISTÓRIA
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