Provérbio: “Um elefante não morre de uma
costela quebrada.”
Na região do Lubuku e Kitemu, havia um velho
elefante chamado Kalunga, respeitado por todos os animais da mata. Um dia,
durante uma caçada, uma lança lançada por caçadores feriu-lhe o lado e
partiu-lhe uma costela. Os antílopes murmuravam:
— Meu sobrinho, lembre-se disto: um elefante não morre de uma costela quebrada. A força não se mede pela ausência de feridas, mas pela capacidade de continuar apesar delas.
— Na vida, todos receberão golpes — injustiças,
perdas, traições, doenças. Mas esses golpes não têm de ser o nosso fim. Assim
como o elefante carrega o peso da floresta, também nós carregamos
responsabilidades. Quem cai ao primeiro ferimento não conhece a grandeza da
resistência.
— Até o elefante anda com uma costela quebrada, e
tu reclamas por uma pedra no caminho?
MORAL DA HISTÓRIA
O provérbio angolano, recordado pelo avô Selalo, ensina que as feridas da vida não definem o fim, mas a forma como reagimos a elas. A dor faz parte do caminho, mas não é sentença de morte.
No contexto africano, onde a sobrevivência sempre exigiu resiliência — diante da seca, da guerra, da fome ou da perda — a lição é clara: a grandeza está em resistir, adaptar-se e seguir adiante, mesmo marcado pelas cicatrizes.
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