NARRAÇÃO

sábado, 30 de agosto de 2025

9 - O LEOPARDO DE PELE LISA

 

 Isso aconteceu na cidade onde o rei Mborakinda, adorado por todos, vivia com suas esposas e filhos.

Mborakinda amava muito sua filha Ilâmbe. Tentava agradá-la de todas as maneiras possíveis e a cercava de criados. Quando a princesa ficou adulta, declarou que não queria que ninguém a pedisse em casamento. Ela escolheria seu marido.

           Além do mais, não me casarei com nenhum homem que tenha qualquer mancha na pele, por menor que seja — afirmou Ilâmbe.

Apesar de seu pai não concordar com tal desejo, não a proibiu.

Começaram a surgir pretendentes que se apresentavam ao rei dizendo:

           Desejo me casar com sua filha Ilâmbe. Mborakinda sempre respondia:

           Você deve falar com ela diretamente.

Então o rapaz ia comunicar suas intenções à princesa:

           Vim pedi-la em casamento.

A resposta de Ilâmbe era sempre a mesma:

           Você tem uma pele lisa, sem nenhuma mancha sequer?

Se a resposta fosse afirmativa, a princesa acrescentava:

           Preciso ver por mim mesma. Venha ao meu quarto.

E lá o homem se despia completamente. Se durante esse exame Ilâmbe encontrasse uma pinta ou cicatriz, por menor que fosse, apontava para a marca e dizia:

           Você tem uma mancha aqui! Não me casarei com você! Quando o pretendente tentava argumentar, explicando que sua pele era completamente lisa, exceto por aquela marca, a princesa o interrompia:

           Não! Mesmo que seja uma mancha minúscula, não me casarei com você!

E assim todos eram rejeitados, pois ela sempre encontrava alguma cicatriz ou qualquer erupção na pele. Após tantas recusas, a fama da linda filha do rei Mborakinda, que não aceitava nenhum pretendente por conta de manchas na pele, chegou a outros países.

 Mesmo assim, muitos queriam desposá-la. Alguns animais chegavam a se transformar e assumir uma forma humana, mas também eram rejeitados.

O Leopardo ficou sabendo da reputação da princesa e disse:

           Ah, essa linda mulher! Ouvi dizer que é linda e que ninguém consegue conquistá-la. Também farei minha tentativa, mas antes vou consultar RaMarânge.

Foi visitar o médico feiticeiro e lhe contou tudo sobre a linda filha do rei Mborakinda que não aceitava ninguém por ser tão criteriosa com seus pretendentes.

           Eu já estou muito velho e não faço mais feitiços — disse Ra-Marânge. — Vá falar com Ogula-ya-mpazya-vazya. E assim o Leopardo fez. O feiticeiro Ogula fez seu ritual de sempre: pulou em uma fogueira e saiu de lá em transe. Então perguntou ao Leopardo qual era seu desejo. Njĕgâ contou toda a história novamente e pediu para ter um corpo humano sem nenhuma mancha. Ogula preparou uma poção poderosa, que o transformaria em um homem alto, elegante, forte e perfeito. O Leopardo voltou à sua aldeia e contou seus planos a seu povo. Também preparou o corpo de seus familiares para transformações, caso necessário.

Após adotar um nome humano — Ogula — o Leopardo foi falar com o rei:

           Desejo me casar com sua filha Ilâmbe.

A chegada de Ogula na corte de Mborakinda impressionou a todos que, admirados com sua beleza, exclamaram:

           Vejam que homem lindo! Que belo rosto e que porte!

Após fazer o pedido ao rei, Ogula recebeu a resposta padrão: que fosse conversar diretamente com a princesa para saber se ela gostaria. Quando chegou à casa de Ilâmbe, ela ficou imediatamente encantada com sua beleza.

           Eu te amo. Estou aqui para me casar com você — disse Ogula. — Você já rejeitou muitos, e sei o motivo, mas acredito que ficará satisfeita comigo.

           Imagino que já tenham contado a razão de minhas recusas — respondeu a princesa. — Verei se você tem o que eu quero. Entraremos no quarto e você me mostrará sua pele. Dentro do quarto, Ogula-Njĕgâ retirou suas roupas refinadas e Ilâmbe o examinou meticulosamente dos pés à cabeça. Não encontrou um único arranhão. A pele de Ogula

parecia a de um bebê.

           Sim! Encontrei meu homem! — exclamou Ilâmbe.

— Eu te amo e me casarei com você.

Estava tão animada que continuou examinando a bela pele de seu noivo por mais alguns minutos. Então saiu e pediu a seus criados que trouxessem comida e água para ele. Ogula continuou na casa por alguns dias, sem vontade de voltar à sua cidade natal, pois se sentia amado por Ilâmbe.

No terceiro dia, Ogula foi dizer ao rei Mborakinda que queria levar Ilâmbe para morar com ele. O rei consentiu.

Enquanto o leopardo transformado em homem estava no palácio, o feiticeiro do rei previu que algo de ruim adviria desse casamento. No entanto, como a princesa fazia questão de escolher seu marido, o rei não interveio.

Após o fim da cerimônia e do banquete, o rei Mborakinda chamou sua filha para conversar:

           Ilâmbe, minha filha, você agora começa sua jornada.

           Sim, pois amo meu marido.

           Ama mesmo? — perguntou seu pai.

           Sim.

           Então lhe darei seu ozendo[1].

O rei deu a ela alguns presentes e disse:

           Vá até aquela casa — e apontou um local na cidade, entregando-lhe uma chave — e, ao chegar lá, abra a porta.

Era o lugar onde o rei guardava seus encantamentos de guerra e outras poções.

           Ao entrar, verá dois kabala[2] lado a lado — continuou o rei. — Pegue o que estiver olhando para o chão com um olhar perdido e deixe lá o que tem um aspecto mais vivaz. Você notará que o que você deve pegar manca um pouco. Mesmo assim, ele é o correto.

           Mas pai, por que não posso pegar o cavalo mais saudável e deixar o fraco? — argumentou Ilâmbe.

           Não! Pegue o que estou mandando — respondeu o rei, com um sorriso enigmático.

A recomendação do rei Mborakinda não era sem motivo. O cavalo com melhor aspecto era apenas bonito. O outro poderia salvá-la com sua inteligência, caso necessário.

Ilâmbe apanhou o cavalo indicado por seu pai e voltou para o palácio. Estava tudo preparado para sua viagem. O rei ordenou que alguns criados a acompanhassem, para carregar a bagagem e ajudá-la a se adaptar à nova cidade. Os recém-casados se despediram e partiram, ambos montados no Kabala. A viagem durou muitos dias. Ogula-Njĕgâ, mesmo sob a forma humana, ainda possuía os mesmos instintos e gostos — estava há muitos dias sem comer carne crua. Ao passarem pela floresta onde havia animais selvagens, sua sede de sangue se intensificou. Chegaram a uma grande planície que terminava em outra floresta. Antes de atravessarem o campo aberto, seu desejo por caça ficou incontrolável e disse a Ilâmbe:

           Minha esposa, espere aqui com o Kabala e seus criados enquanto vou na frente. Volto logo.

Entrou na floresta e voltou a assumir a forma de leopardo. Capturou um pequeno animal e o devorou, depois mais outro. Satisfeito, lavou suas patas e boca em um riacho, voltou à forma humana e retornou para onde estava sua esposa.

Ilâmbe olhou-o atentamente e notou nele uma expressão dura e estranha.

           Onde você esteve? O que fez? — perguntou ela. Ele deu uma desculpa qualquer e continuaram.

No dia seguinte, fez a mesma coisa. Pediu para que esperasse em determinado lugar enquanto adentrava a flo- resta. Voltou a ser leopardo e caçou novamente. Ilâmbe não fazia ideia do que estava acontecendo. O Cavalo sabia e revelaria mais tarde que era capaz de falar, mas ainda não era o momento oportuno.

A viagem continuou dessa forma até chegarem à cidade do Leopardo. Como já previamente preparado, sua mãe e outros moradores também haviam assumido uma forma humana para receber Ilâmbe. No entanto, o casal não ficou muito tempo em companhia deles, pois ficaram cada um em sua casa. Nos primeiros dias, Ogula tentou ser o mais

 

amável possível com Ilâmbe, para que ela não suspeitasse de nada, mas sua sede de sangue não o abandonava. Passou a inventar desculpas para se ausentar:

— Tenho negócios a resolver em outra cidade.

E saía para caçar como leopardo, voltando tarde da noite. Isso se repetia frequentemente.

Depois de algum tempo, Ilâmbe decidiu iniciar uma plantação e ordenou que seus criados homens limpassem o terreno escolhido. Ogula-Njĕgâ se escondia na floresta ao redor da lavoura para capturar e comer algum dos trabalhadores. O grupo sempre voltava com um criado a menos. Um a um, todos os servos foram desaparecendo. Ninguém além do Leopardo e seus familiares sabia o que se passava. Certa noite, em suas andanças de caça, Ogula-Njĕgâ encontrou uma dama de companhia de sua esposa e a devorou.

Foi a primeira serviçal mulher a desaparecer.

Algumas das vezes em que o Leopardo se ausentava, Ilâme sentia-se solitária e ia olhar Kabala. Com o desaparecimento da criada, o cavalo achou que era hora de se pronunciar sobre o que acontecia. A princesa acariciava sua crina quando ele disse:

           Ah, Ilâmbe, você não percebe o perigo vindo em sua direção.

           Que perigo? — perguntou a princesa.

           Que perigo? Se seu pai não tivesse me enviado junto com você, o que aconteceria? — perguntou o Cavalo. — O que acha que aconteceu com seus criados? Você não sabe, mas eu sei. Pensa que simplesmente desapareceram? Pois então saiba o que aconteceu: seu marido os devorou! Por isso sumiram. A princesa não acreditou em suas palavras e contestou:

           Por que ele faria isso?

           Se você duvida, espere até todos os criados desaparecerem.

Duas noites mais tarde, mais uma dama de companhia sumiu. Algum tempo depois, Ogula-Njĕgâ saiu para caçar, com a intenção de, caso não apanhasse nenhum animal, devorar sua esposa.

Ilâmbe se sentiu solitária e foi até o estábulo ver seu cavalo.

           Eu não avisei? A última criada sumiu. Você será a próxima — advertiu ele. — Darei um conselho. Fique pronta para fugir esta noite, assim que a oportunidade surgir. Encha uma cabaça com amendoins, outra com sementes de cabaceira e uma terceira com água. Traga-as para mim, eu as usarei na hora certa. A mãe do Leopardo passava pela rua e ouviu a conversa.

“Por que Ilâmbe conversa com o Cavalo como se ele fosse gente?”, pensou ela, mas não comentou nada com sua nora.

 Ogula-Njĕgâ voltou ao cair da noite. Não disse nada, mas estava com uma expressão séria. Ilâmbe estava inquieta e o olhar de seu marido a amedrontava. Mais tarde, quando estavam prestes a ir dormir, ela perguntou:

           Por que você está com essa cara? Está bravo com alguma coisa?

           Não, não estou. Por que pergunta?

           Porque você parece estar incomodado com algo.

           Não, está tudo bem — respondeu ele. — Preocupações comuns. Amanhã tenho de acordar cedo.

Ogula-Njĕgâ, incomodado com as suspeitas de sua esposa, decidiu não matá-la naquela noite e esperar até o dia seguinte. Ilâmbe não conseguiu dormir. O Leopardo saiu logo cedo, dizendo que tinha coisas a resolver, mas que voltaria logo. Enquanto seu marido estava fora, a princesa sentiu-se solitária e foi conversar com o cavalo, que considerou aquele o momento ideal para fugirem. Partiram imediatamente, sem avisar ninguém da aldeia e levaram consigo as três cabaças. Não podiam perder tempo, disse o Cavalo, pois quando o Leopardo descobrisse, iria atrás deles a toda velocidade. Kabala corria o mais rápido que podia, olhando para trás de vez em quando para averiguar se não estavam sendo seguidos.

 Depois de algum tempo, Ogula-Njĕgâ voltou da aldeia e, ao chegar em casa, não encontrou Ilâmbe. Chamou sua mãe e perguntou sobre sua esposa.

           Eu vi Ilâmbe conversando com o Kabala dela — respondeu a mãe. — Já faz dois dias que estão falando um com o outro.

O Leopardo saiu à procura deles e encontrou suas pegadas.

           Que vergonha! — gritou. — Minha esposa fugiu!

Mas eu a encontrarei ainda hoje.

No mesmo instante transformou-se novamente em leopardo e saiu em disparada. Demorou algum tempo até que os fugitivos notassem seu perseguidor. Kabala, ao virar a cabeça, viu o Leopardo se aproximando em saltos rápidos que faziam seu corpo se esticar rente ao chão.

           Eu não avisei? Ele está atrás de nós! — o Cavalo gritou ofegante, com espuma pingando de sua boca.

Quando o Leopardo chegou mais perto, Kabala pediu para Ilâmbe pegar a cabaça com amendoins e espalhá-los pelo chão. Ogula-Njĕgâ, ao ver os amendoins, parou para comê-los. Com isso, o Cavalo conseguiu ganhar distância sobre seu perseguidor. Logo o felino já havia retomado a corrida e se aproximava dos dois. O Cavalo então pediu para Ilâmbe jogar

 as sementes de cabaceira. Mais uma vez, o Leopardo parou para comê-las e os fugitivos abriram vantagem novamente. Após terminar de comer, o Leopardo voltou a persegui-los aos saltos e se aproximou novamente. Kabala mandou que Ilâmbe atirasse a terceira cabaça no chão com força, para que ela se quebrasse com o impacto. Assim o fez. A água que estava dentro da cabaça se transformou em um grande e largo rio, criando uma barreira entre eles e o Leopardo. Sem saber o que fazer, Njĕgâ gritou:

           Ilâmbe! Que vergonha! Ah, se eu conseguisse te pegar! — e foi embora.

           Não sabemos o que ele vai fazer agora — disse o Cavalo. — Talvez ele dê a volta para nos surpreender. Há uma cidade aqui perto, o melhor a fazer é ficarmos lá um ou dois dias para tentar despistá-lo.

E acrescentou:

           Mulheres não são permitidas nessa cidade. Por isso, eu transformarei seu rosto e você se vestirá como um homem. Tenha muito cuidado durante os banhos. Se descobrirem seu disfarce, lhe matarão.

Ilâmbe concordou e Kabala mudou sua aparência. Os moradores se impressionaram ao ver aquele belo homem entrando na aldeia.

           Vejam, um forasteiro! Olá, estranho! Como encontrou o caminho até aqui?

           Por acaso — respondeu a jovem. — Estava cavalgando e encontrei uma trilha que me trouxe até aqui.

Foi convidada a uma das casas, onde foi acolhida e informada sobre os horários das refeições e outras atividades. No segundo dia, ao andar pela cidade, os homens comentaram:

           Ele se porta como uma mulher!

           Sério? Você acha mesmo?

           Sim! Eu vi claramente — tornou o primeiro.

Os problemas de Ilâmbe não terminariam aí. Os homens queriam confirmar suas suspeitas e disseram a ela:

           Amanhã vamos todos ao rio tomar banho e você virá conosco.

A princesa foi perguntar a Kabala o que fazer.

           Avisei para que tomasse cuidado! — repreendeu ele. — Mas não se preocupe, transformarei todo seu corpo no de um homem.

Durante a noite, Kabala a transformou e a advertiu novamente:

           Vou avisar mais uma vez. Amanhã, durante o banho com os outros, você pode se despir, pois está com o corpo de um homem. Mas é apenas temporário. Ficaremos aqui apenas mais um dia e uma noite, depois partiremos.

 Na manhã seguinte, após todos cumprirem suas atividades, foram tomar banho. Ao chegarem ao rio, os aldeões estavam ansiosos para comprovar se o forasteiro era na verdade uma mulher, mas, ao admirarem seu belo corpo, perceberam seu engano. Ao saírem da água, um deles disse ao acusador de Ilâmbe:

           Como pôde dizer que era uma mulher? Veja que homem forte ele é!

Ilâmbe, transformada em homem, irritou-se ao ouvir aquilo e gritou:

           Você pensou que eu fosse uma mulher? — disse ela ao perseguir e estapear seu difamador.

Todos voltaram à cidade.

Naquela noite, o Cavalo falou para Ilâmbe:

           Eis o que você deve fazer amanhã: logo cedo, pegue seu revólver e me mate. Ao ouvir o disparo, os homens virão acusá-la de ter me matado sem razão. Não responda e não diga nada a eles. Corte-me em pedaços e os atire no fogo. Depois, bem cedo na manhã seguinte, antes de todos acordarem, recolha as cinzas cuidadosa- mente e espalhe-as na entrada da aldeia. Você verá o que vai acontecer.

 A jovem fez conforme ordenado. Após espalhar as cinzas, ela imediatamente se viu novamente como mulher e montada em seu cavalo. Partiram no mesmo instante.

Naquele dia, à tarde, chegaram à cidade do rei Mborakinda. Uma vez lá, contaram (ou melhor, o Cava- lo contou) tudo o que havia acontecido. Ilâmbe se sentia envergonhada por todos os apuros que sua exigência por um marido de pele lisa havia lhe causado.

           Ilâmbe, minha filha, veja os problemas que você causou a si mesma — disse o rei. — Para você, uma mulher, fazer tal exigência foi um exagero. Se eu não tivesse enviado Kabala com você, o que teria acontecido?

Todo o povo deu as boas-vindas a Ilâmbe, que voltou para sua casa e nunca mais falou nada sobre peles lisas.

ROBERT HAMILL NASSAU

Em Contos Folclóricos Africanos Vol. 1

 

 

MORAL DA HISTÓRIA (grifo nosso)

A vaidade e a exigência exagerada podem levar ao perigo.

A princesa Ilâmbe, ao insistir em um marido “de pele lisa”, ignorou o valor interior e quase foi devorada por um leopardo disfarçado.

A obediência aos mais velhos é proteção.

O rei Mborakinda sabia que a filha poderia cair em perigo e, por isso, lhe deu o cavalo mágico. Ouvir a experiência dos mais velhos é um princípio fundamental das culturas africanas.

A verdadeira força está na sabedoria, não na aparência.

O cavalo manco, aparentemente frágil, mostrou-se a chave da salvação, lembrando que a inteligência e a lealdade valem mais do que a beleza externa.

Os dons da comunidade e da natureza são meios de sobrevivência.

As cabaças com água, amendoins e sementes não eram apenas objectos, mas recursos ligados à tradição africana, mostrando que a vida é sustentada pelo equilíbrio entre humanidade, natureza e espiritualidade.

 

Interpretação no contexto africano

Nos contos africanos, os animais muitas vezes representam forças ocultas ou perigos camuflados; o leopardo é símbolo de astúcia e de ameaça escondida sob aparências atraentes.

O casamento, tema central, reflete não só a união conjugal, mas também a escolha responsável que impacta toda a comunidade.

A narrativa reforça valores africanos como: respeito à palavra do ancião, cautela diante das aparências e confiança nos aliados humildes e fiéis.



[1] Presente de casamento.

[2] Cavalo.






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