Havia um homem que era casado com duas mulheres, a
primeira se chamava N’bangasadi, a segunda era Djamondi, desde o momento que o
homem casou-se com a segunda esposa, ele parou de dar atenção à primeira, ela
passou a ser isolada, tudo o que o marido queria pedia para a Djamondi, ela é
que organizava tudo em casa, a N’bangasadi ficava triste mas não sabia o que
fazer, ele era o seu marido, ela tinha que aguentar com aquela traição na sua
cara. O marido delas era caçador, certo dia ele foi caçar, no caminho da mata
viu uma árvore que tinha frutas maduras caídos no chão, ele apanhou e levou
para casa, passando alguns dias ele voltou de novo para apanhar as frutas,
encontrou com uma Onça, ele não sabia que as frutas daquela árvore eram comidas
pela Onça. Quando viu a Onça, ele decidiu combinar com ela para matar a sua
primeira esposa N’bangasadi, pois ele não queria mais ela, e queria se livrar
dela de qualquer jeito, achou por bem que fosse dessa forma iria resolver tudo.
O homem falou para a Onça:
-Amanhã de madrugada, virá aqui uma mulher, assim
que ela chegar pode comer ela, Onça falou: - tudo bem. O homem apanhou as
frutas e voltou para casa, ao chegar em casa chamou a primeira esposa, ela foi
responder, a Djamondi, ficou muito curiosa em saber porque será que o seu
marido chamou a N’bangasadi e não ela, se escondeu atrás da porta para escutar
o que o marido vai dizer a outra. O marido falou para N’bangasadi que:
-Quando eu estava vindo da mata, encontrei um pé
de frutas, num local tinha muitas frutas maduras só não peguei porque estava
muito cansado, queria que fosse apanhar pra mim amanhã bem cedinho. Ela sem
recusar falou: - certo irei.
Eles não sabiam que a Djamondi estava a escutar
atrás de porta, antes de nascer do sol a Djamondi saiu para o caminho da mata,
ela foi apanhar frutas, porque queria agradar o seu marido, pois ela era a
preferida dele, como é que ele foi pedir esse favor logo na N’bangasadi e não
nela! O que ela não sabia é que o marido estava tramando para a primeira
esposa. Ao chegar na árvore, viu a Onça sentado à espera talvez da N’bangasadi,
ou dela, mas como a Onça não conhecia nenhuma das duas partiu por cima dela logo,
à matou.
Ao amanhecer, a N’bangasadi saiu para ir percebeu
que a outra já tinha ido, ela desistiu de ir logo, pegou na vassoura começou a
passar pela casa, o marido saiu de dentro viu ela fazendo limpeza pela casa,
entusiasmado perguntou a ela: - N’bangasadi, por que você não foi apanhar a
fruta? Ela respondeu calmamente: - Quando acordei, percebi que a Djamondi já
tinha ido, porque ela nos ouviu ontem, quando você estava a falar comigo,
desisti de ir logo. O marido assustado falou: - É, É, É! Ela perguntou para ele,
- o que foi? Respondeu: Nada.
Ele desceu para o caminho da mata, ao chegar
encontrou a Onça do pé da fruta falou logo: - Não era ela que você tinha que
matar era a outra, ela nos escutou ontem quando eu estava a falar com a outra,
e veio logo de madrugada. A Onça falou para ele: - Mas você não me falou quem
eu deveria comer, só me disse que vinha uma mulher hoje, por isso que comi ela.
O homem saiu chorando no caminho de volta para casa, ao chegar em casa ele
chamou a outra: - N’bangasadi, Djamondi está morta! Queria que fosse você, mas
ela é que foi comida. N’bangasadi gritou: - Ei! A que ponto chegamos! Você não
gosta de mim até ao ponto de me desejar a morte! Você combinou com a Onça para
me matar. Agora a sua preferida é que morreu, pois, senhor Deus não deixou isso
acontecer.
A família da N’bangasadi fora para casa dela,
fizeram uma confusão danado com o marido, os vizinhos vieram acalmar a
confusão, conversaram com o marido da N’bangasadi e ele pediu perdão a sua
esposa e viveram juntos para sempre.
A narrativa
ensina que a maldade, a inveja e a traição tendem a se voltar contra quem as
pratica. Planejar o mal para prejudicar alguém pode resultar em consequências
inesperadas e desfavoráveis. A lição é que a justiça divina ou natural protege
os inocentes, e que a honestidade, paciência e prudência prevalecem sobre a
malícia e o egoísmo. (grifo nosso)
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